sexta-feira, 16 de setembro de 2011

19 de Setembro - 2ª Bolsa de Recrutamento

  
  Já é oficial a data de 19 de Setembro, segunda-feira, a publicação da 2ª Bolsa de Recrutamento. Tal como sucedeu na publicação da 1ª BR, também iremos publicar aqui as listas dos professores colocados na 2ª BR.

Nota retificativa sobre Contratações Mensais

   Após o dia ter sido marcado por protestos, manchetes e falatórios relativamente à Nota Informativa publicada pela DGRHE no passado dia 15 de Setembro, e às questões paradoxais dos contratos ao mês, dos habituais diz que disse e agora aqui vem o que afinal era para se dizer, ou seja, DGRHE edita nova Nota Informativa hoje à noite.


  Absurdas são estas sucessivas medidas incoerentes e contraditórias, um dia dizem, no outro dia contradizem.
  Começa a faltar-nos a paciência para gente que sabe o que fazer e então faz-se e desfaz-se, pelo menos ninguém os pode acusar de nada fazer!
(Cliquem na imagem para ler a Nota Informativa)


Notícias do dia...


  Muitas foram as manchetes de hoje para digerir, todas elas fundamentalmente com o mesmo mote, destaco aqui as duas questões mais divulgadas:

- “Sempre Houve professores com contratos a um mês”, redige o Correio da Manhã, referindo que o Ministro da Educação e da Ciência, Nuno Crato, afirmou que sempre houve professores com contratos a um mês, mas este ano se verificou uma renovação automática e sem apoio central;

- “Professores em falta nas escolas vão ter contratos mensais”, redige o Público, referindo que segundo o MEC, em resposta ao jornal, as escolas com falta de professores só poderão celebrar contratos mensais com os docentes. Diz ainda que ficam, assim, respondidas as dúvidas dos directores de agrupamentos face às datas constantes da durabilidade dos horários em oferta de escola, pensado serem um erro visto se tratarem de horários anuais;

   Quanto a isto tudo nada de diferente do que eu alertei numa das minhas crónicas anteriores, pelo contrário, confirmam-se assim claramente todas as suspeitas especulativas que surgiam envolta da Nota Informativa editada ontem pela DGRHE. Como tal, sobre isso não me vou debruçar mais a não ser que surjam desenvolvimentos pertinentes.
   Hoje foi também um dia de protesto, FENPROF saiu à rua em dispersos locais do país para:

- “Professores e educadores protestam esta sexta feira, contra o desemprego, a precariedade e a instabilidade que, de forma cada vez mais violenta, se abatem sobre os profissionais, devido a medidas tomadas deliberadamente nesse sentido.”

   Também não me vou debruçar a minha crónica de hoje neste destaque até porque a minha opinião formal sobre os sindicatos, tem vindo indirectamente muitas vezes implícita noutras crónicas e apenas tenho algo para dizer:

“Ridículos, são ridículos, quando tiveram que debater o assunto na mesa, não os tiveram no lugar e agora foram para as ruas de bandeirinhas todos pimpões passear, felizmente que até estava sol para se ver umas montras e coisa e tal. Para rematar, colegas se os lugares se vão tornando escassos, é normal que menos professores entrem mas ainda contribui mais os recém formados que continuamente todos os anos se formam, sabendo que empregabilidade é nula para eles. Para quê continuar a formar mais professores se os que há estão no desemprego?  Dá que pensar, porque ninguém pensa também nisto, continuar a formar ilusoriamente profissionais para aumentar o bolo do desemprego e de pessoas formadas “frustadas” e sem expectativas.”



Try To Fix You

  Gostava de poder dizer ao MEC que gostaria de "Try To Fix You", pois vejo o sistema cada vez mais um emaranhado de pontas controversas...

E sempre dá para relaxar...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Confirmam-se as más noticias...

Uma confirmação lamentável... Estejam atentos a esses horários e se concorrerem desejo-vos sorte para que não sejam mesmo de caracter temporário e não vos renovem, como indica o último paragrafo da nota informativa publicada hoje pela DGRHE.

http://www.dgrhe.min-edu.pt/web/14650/97


A nova medida da Troika?!


  Com já tinha referido estão a começar a aparecer horários completos na aplicação de Oferta de Escola mas, estes horários têm apenas a durabilidade de um mês.

  O que nos faz pensar que aqui à gato com o rabo escondido do lado de fora?

  Simples, o motivo para a existência de tal horário mencionado pelas escolas todas (dei-me ao trabalho de ver uma a uma) é aumento de turma, ora todos sabem que se há aumento de turma no inicio do ano lectivo, os alunos não vão ser propriamente exterminados no espaço de um mês, para que esta necessidade seja por um período de um mês, logo é uma necessidade anual.

  Por outro lado, desde que o novo ano lectivo estava prestes a começar muitas foram as medida tomadas de avalanche para diminuir custos que vão desde: milhares de professores desempregados; aumento do número de alunos por turma; aumento do IVA logo directrizes para poupar nos gastos de consumo; vontade de não pagar a Compensação por Caducidade de Contrato; DRE’s desmanteladas, um despedimento colectivo; etc. …

  Pergunto eu, não será esta data uma forma de encobrir mais uma anormalidade injusta para com os professores contratados?

  Como? Perguntam vocês… Simples. Prolonga-se estes horários completos mais um tempo, assim saem da bolsa de recrutamento passando apenas para contratação de escola, e todos nós sabemos que os contratos realizados por oferta de escola são a termo incerto, a partir do momento que não se justifique os contratados são dispensados, e este tipo de contratos convêm a quem não quiser pagar subsídios e o famigerado mês de Agosto que já ecoou em deixar de se pagar realizado contratos anuais até 31 de Julho.

  Dizem vocês mas isso já foi resolvido e viram que não podiam ir contra a lei…

  Pois compra a lei eles não podem ir, mas podem contorna-la com a lei que homologa os contratos de oferta de escola.

  Infelizmente, andamos todos a ser enganados e injustiçados da forma mais indecente que ao longo destes anos se viu.

Atrevo-me a dizer:

“Veio para ficar e continuar…”

BR - Irregularidades!

  Desde o dia de ontem que vêem surgindo horários para o G.R. 110 com horário completo, contabilizei 25 horários desse tipo.

  Alerto todos para consultarem bem a oferta de horário, pois se repararem a duração de contrato vai somente até 18 de Outubro…

  Será que todos pensam como eu? Como é possível, tantos horários completos, temporários para um mês já que a justificação dada é “Aumento de Turmas (alínea h) do artigo 93º do RCTFP”? Ora se as turmas aumentam não seria suposto durarem para o ano inteiro? Será esta mais uma regra sórdida de colocação por debaixo da mesa, se é que me faço entender…



  Relativamente ainda dentro deste tipo de insólitos, sugiro como leitura esta notícia constante nas minhas leituras:

Escola emprega professora filha de vereador

Educadora de 24 anos, sem tempo de serviço, supera colegas com 10 anos de experiência profissional. Director de Almancil garante ser coincidência.
Artigo publicado no Blog Dear Lindo e que veio denunciado num jornal.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Polémica...

   Muitos são os casos expostos por professores de critérios de carácter dúbio e ignóbil, quer nos concursos dos professores, quer nas gestões das escolas, surge agora uma denúncia pública dos critérios quanto à constituição de turmas.
  Este assunto não é novidade para mim pois, em todas as minhas experiências tenho a noção e sinto essa selecção de alunos mediante a sua capacidade/comportamento.
  Deixo-vos aqui o link (cliquem na imagem) da notícia para lerem até aos pormenores mais sórdidos.





Estatudo do Aluno

"Estatuto do Aluno vai ser revisto para reforçar autoridade dos professores. " (por Lusa)

   O Estatuto do Aluno vai ser revisto e prevê o reforço da autoridade dos professores, revelou o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar.
 

Será que é desta que criam um estatuto do aluno que promova a qualidade de ensino?
No meu tempo sabia transitava, se não sabia reprovava mas, hoje em dia, qualquer coisa infimamente depreciativa que se diga sobre os alunos é um vitupério, punido com pena de desemprego e perseguição ao professor.
Fomos do oito para o oitenta, não digo que voltemos aos primórdios da exigência e extremismo do professor de outrora com a “menina dos cinco olhos” ou a palmatória. Contudo, a falta de respeito que predomina nos dias de hoje ao professor é inaceitável.
Todos os actos dos professores são constantemente postos em causa desde: o tirarmos o intervalo aos meninos; obriga-los a comer comida da escola (sopa) em vez de gastarem a semana em gomas e afins; mandar-mos calar porque estão a dizer parvoeiras, a destabilizar em vez de estarem atentos; porque marcamos trabalhos de casa; porque agrediram um colega e estão a ser chamados a atenção e ainda reviram os olhos; porque “o meu pai/mãe diz que o/a prof não sabe nada e que quem manda é ele/ela” (uma frase que já ouvi); e/ou a famigerada frase não me pode obrigar a fazer e se me toca acuso-o; etc...
Enfim, nos dias de hoje a profissão de professor é o mesmo que dizer ser um grandessíssimo carrasco “traumatizador” de criancinhas cujo síndrome é caracterizado por possuir uma habilidade cognitiva alta de maldade, esquivando-se das suas obrigações (se tira más notas a culpa é dos professores, esquecendo o pormenor que o professor explicou, repetiu e o aluno estava-se borrifando), assim como, um distúrbio genético causado pela protecção parental extra total (os filhos são sempre santos). Potencial causador de um trauma crónico e incurável na dita cuja criancinha.
Ensino para ser de qualidade tem que haver: respeito mútuo; profissionalismo por parte do docente a dar o exemplo; grau elevado de exigência para ambos, tanto para a forma como o professor desempenha suas funções, tanto para a dedicação empenhada pelo aluno; nada de facilitismo; entre tantas coisas que por norma incumbo na minha doutrina profissional.
“Para se ser respeitado, tem que se saber respeitar.”
Ensino de qualidade dá trabalho, quer para o professor, quer para o aluno, é verdade, mas eu prefiro que os seres adultos do amanhã sejam responsáveis, com carácter e princípios de cidadania construtivos, que esta geração (generalizando claro) vir um dia a ser os “professores” dos meus filhos.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Aumento do IVA sobre gás e electricidade

"O aumento do IVA (de 6% para 23%) aplicado ao gás e à electricidade a partir de Outubro poderá implicar cortes no aquecimento e até em actividades curriculares em vários estabelecimentos, teme o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Adalmiro Lourenço." (citado pelo Diário de Notícias)


  Já lá vão sensivelmente dez anos, quando comecei a lecionar e foi numa escolinha daquelas no meio do nada no interior de Portugal. O local mais próximo onde arranjei alojamento ficava a aproximadamente 30 km da escola. Todos os dias, bem cedo, subia a serra por estradas de interior, estreitas e esburacadas. Muitas foram as peripécias ao fazer aquele caminho diariamente, mas a melhor de todas foi as aventuras que eu tive que contornar face às condições, quer materiais, quer de instalações, quer económicas da escola.
  Com a manchete de hoje, recordei esses momentos, pensando cá com os meus botões, que:
“Longe vão os tempos…”
  Mais cortes, mais poupança, ora só se fizermos como se fazia à cerca de dez anos atrás em que estava eu numa escola de lugar único, a electricidade era uma lastima (agora é limitada), gás não havia mas tinha um aquecedor relíquia ex libris da escola que ao ser ligado nem o computador dos primórdios dava para funcionar pois o quadro ia abaixo e, o melhor, é que não aquecia nada. Custava ver os meus alunos de casacos vestidos apertados até ao limite, cachecol, gorro e luvas enfiadas, tentando trabalhar e não pensar no frio.
  Naquela altura fiz um oficio a várias entidades a ver se conseguia lenha, dado que existia uma lareira na sala, era uma solução de aquecimento. Tudo podia ser solucionado, se a lenha passo a citar “gentilmente oferecida” não viesse verde e molhada. Levei o meu aquecedor de casa, inútil, deveria consumir mais watts do que o permitido que, mal o tentava ligar ficava sem electricidade.
  Pedi amavelmente aos pais dos alunos se, alternadamente, cediam um tronco ou outro para acender a lareira e assim consegui aquecimento. Muitas foram as vezes que tive que rachar lenha meia hora antes de iniciar as aulas para que quando os alunos chegassem estivesse a sala quentinha e agradável.
  Posteriormente a esta primeira experiência como professor, seguiram-se muitas outras até aos dias de hoje e pensar-se que longe vão os tempos, enganem-se pois por onde tenho viajado, ao longo destes anos, este tipo de situações têm se mantido: ou as escolas não aguentam com tanto aquecedor ligado, ou os aparelhos já dão é faíscas em vez de aquecer, ou como sempre lá levo eu o meu aquecedor de casa.
  Com estas medidas de corte nos aquecimentos só resta, quem sabe: levar o meu aquecedor a gás e pedir aos pais para gentilmente contribuírem com uma botija ou outra; arrancar os painéis solares dos semáforos e inventar um sistema para ter luz na sala a custos económicos, já que a que a EDP fornece é tão cara; exigir que os alunos tragam os Magalhães com baterias totalmente carregadas e trabalhar com eles até onde a bateria funcionar; pelo menos é o que me ocorre por agora.
Em suma…
“Longe vão os tempos… ou talvez não!”


NÃO TARDA MUITO QUE A HISTÓRIA SE REPITA...
Salazar...NOS TEMPOS EM QUE SE ENSINAVA A POUPAR
"Senhor Presidente, hoje não apanhei o eléctrico; vim a correr atrás dele e poupei oito tostões"
- disse o funcionário público, um contínuo, a querer agradar a Oliveira Salazar.

Respondeu Salazar de imediato: "Fez bem, mas se viesse atrás de um táxi teria feito melhor, porque poupava vinte escudos e chegava mais cedo".