segunda-feira, 26 de março de 2012

EVT ...contra medidas apresentadas

O presidente da Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT) considerou que a divisão da disciplina acaba com o conceito e metodologia aplicados durante 20 anos e criticou o fim de Educação Tecnológica no 3.º ciclo.
José Alberto Rodrigues falava à agência Lusa a propósito da revisão curricular apresentada esta segunda-feira pelo ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, em que é determinado que, no 2.º ciclo, haverá uma divisão da disciplina de Educação Visual e Tecnológica em duas áreas (Educação Visual e Educação Tecnológica), cada uma com um só professor.
"Não se perdeu tudo, já que não avançou o projeto da disciplina ser semestral, mas o conceito e a metodologia desenvolvidos acabam por se perder com estas alterações", disse, criticando também o fim da Educação Tecnológica dadas no 7.º e 8.º anos.
Para José Alberto Rodrigues, "durante 20 anos investiu-se numa disciplina, formaram-se professores, definiram-se currículos e agora os docentes desconhecem a sua situação futura" e não sabem o que vão lecionar.


Acho que a questão principal não é o que vão lecionar mas...seremos de uma só rajada metade a ir para o desemprego e mais uns pós aqui e ali...o futuro de EVT avizinha-se negro incerto...

As mudanças de CRATO

Nuno Crato anunciou hoje algumas alterações a vigurarem já no próximo ano letivo, ficam aqui algumas considerações:

Provas finais para alunos do quarto ano com influência na classificação final, obrigatoriedade de frequência de Inglês durante cinco anos e possibilidade de existirem blocos de aulas de 60 minutos. Estes são alguns dos aspectos inseridos na versão final da revisão da estrutura curricular, hoje apresentada por Nuno Crato.

A introdução de provas a Português e a Matemática no final do quarto ano tinha sido já anunciada. Agora, o comunicado do Ministério da Educação indica que, “muito provavelmente”, a avaliação externa no último ano do primeiro ciclo irá contar para 25% da classificação final do aluno já em 2012-2013. Posteriormente, este exame terá um impacto de 30% na nota.

O Executivo concretiza o objectivo de ter provas finais no último ano de cada ciclo - 4º, 6º e 9º anos, além dos exames nacionais no Secundário.

Na versão final da revisão curricular levada a cabo por Nuno Crato, a que se chegou depois de uma consulta pública, continua a estar incluída a obrigatoriedade de os alunos frequentarem Inglês durante cinco anos. Quer isto dizer que quando os alunos entram para o quinto ano de escolaridade, terão mesmo de frequentar Inglês como disciplina obrigatória, não podendo optar, nessa altura, por outra língua estrangeira.

Só no terceiro ciclo é que os alunos poderão escolher outra língua estrangeira. Contudo, têm, obrigatoriamente, de continuar com o Inglês.

TIC no 7º e 8º, Formação Cívica acaba como disciplina

Outro dos destaques é a antecipação da disciplina ligada à informática. No currículo actual, a Introdução às Tecnologias da Informação e da Comunicação está incluída no 9º ano. Com a revisão curricular, esta disciplina passa a estar nos currículos do 7º e do 8º anos.

Outro dos aspectos enunciados pelo Ministério da Educação é a possibilidade de as escolas gerirem um crédito de horas – “em função de factores tais como a eficiente gestão de recursos e o número de turmas” – em que poderá ser inserida oferta de componente curricular complementar. Alguns dos exemplos dessa componente são Educação para a Saúde, Educação para o Empreendedorismo, Educação para o Consumo ou Educação Cívica.

Isto porque a Educação para a Cidadania mantém-se “como intenção educativa em todas as áreas curriculares, mas não como disciplina isolada”.

Ainda a acrescentar às novidades da nova organização curricular está a autonomia curricular das escolas com a possibilidade de definir a duração dos blocos de aulas. Até aqui, as aulas organizavam-se em unidades de 45 minutos. No próximo ano lectivo, o número passa a ser definido pelos estabelecimentos de ensino, que podem, por exemplo, regressar às aulas de 60 minutos, desde que cumpram o mínimo definido para cada disciplina e o máximo para a carga horária total.

O que ainda está a ser feito
O ministério de Nuno Crato anunciou que continua a trabalhar na definição de objectivos "claros, rigorosos, mensuráveis e avaliáveis", por novas metas curriculares.

Além disso, será actualizado o leque de opções de formação específica no Ensino Secundário, "tendo em conta o prosseguimento de estudos e as necessidades do mercado de trabalho".

O que muda no próximo ano em cada ciclo?

Primeiro ciclo
A principal novidade é a inclusão, em 2012-2013, de provas finais no quarto ano a Português e a Matemática, de modo a “promover o rigor na avaliação”.

Segundo ciclo

Obrigatoriedade de escolha de Inglês no quinto ano, sem possibilidade de frequentar outra língua estrangeira.

Educação Visual e Tecnológica deixa de existir e divide-se em duas disciplinas: Educação Visual e em Educação Tecnológica.

Oferta de Apoio Diário ao Estudo, uma área que as escolas terão de oferecer, embora a frequência seja facultativa para os alunos, que serão indicados pelo Conselho de Turma e pelos encarregados de educação.

Terceiro ciclo

Antecipação das TIC para o 7º e 8º anos, em detrimento do 9º, onde está incluída actualmente.

Reforço da carga curricular para História e Geografia.

Reforço da carga curricular para Ciências Naturais e Ciências Física-Química.

Obrigatoriedade de escolha de Inglês como primeira língua estrangeira e manutenção de uma segunda língua estrangeira.

Ensino Secundário
Reforço de Português no 12º ano.

De acordo com o ministro, que hoje apresentou a versão final da revisão da estrutura curricular do ensino Básico e Secundário, as notas daquelas provas deverão valer cerca de 30 por cento na classificação do aluno no fim do ano letivo.

«Em relação à Formação Cívica deixamos a decisão às escolas. Nós permitimos às escolas que utilizem aquele tempo letivo, se o quiserem, especificamente para a Formação Cívica, mas também alertamos que não é pelo facto de haver esta disciplina que se faz educação cívica. A educação cívica é algo que deve ser feito em todas as aulas», afirmou.

Os diretores das escolas vão também ter o poder mais genérico e abrangente. Por exemplo, a duração de cada aula vai ser decidida individualmente por cada escola.
«Atualmente, as aulas são dadas em tempos de 45 minutos ou múltiplos de 45 minutos. Não há razão nenhuma para isso acontecer. Foi um assunto muito discutido em tempos e nós vamos dar autonomia às aulas para organizarem os tempos letivos da forma que melhor entenderem», anunciou Nuno Crato.

«Portanto, se uma escola achar que os tempos de 50 minutos são melhores que os tempos de 45, ou achar que os tempos de 60 minutos são melhores que os de 50, aquilo que seja, a escola vai ter liberdade para o organizar», exemplificou.

Confirmado nesta revisão curricular fica ainda o reforço das disciplinas ditas «fundamentais», como a História, a Matemática ou o Português, e o Inglês passa a ser disciplina obrigatória durante cinco anos

Estrutura Curricular

Esta é a proposta final da revisão da Estrutura Curricular... Fica aqui o documento de apresentação do MEC.

2º ciclo


3º ciclo


Secundário



sexta-feira, 23 de março de 2012

Alunos NEE fazem os mesmos exames

Parte dos alunos com necessidades educativas vão passar a fazer os mesmos exames que os outros estudantes

"Pelo menos uma parte dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) vão passar, já a partir deste ano, a fazer os mesmos exames que os estudantes que não têm esse diagnóstico. O alerta foi feito hoje de manhã durante uma conferência sobre educação especial promovida pela comissão parlamentar de Educação." In Público


Sinceramente não me espanta...quantos de nós não passamos pela situação de um aluno ser referenciado e depois de analisado por todos se caracteriza como NEE e no fim os pais não aceitam pois não admitem que rotulem os filhos de "deficientes" por mais que a gente lhes explique as várias alíneas da categoria NEE...por outro lado há daqueles que o único mal que sofrem de dificuldades de aprendizagem é a preguiça aguda e a esperteza insana e cega dos pais que a toda a força querem ver os filhos na categoria NEE e porquê?
Os encarregados de educação querem a toda a força que os seus educandos sejam considerados NEE, contra a vontade até da equipa do ensino especial e da psicóloga da escola, apenas para usufruirem no futuro da contingência especial para ingresso no ensino superior.
Como se diz a tropa manda desenrascar e quem não tem cão caça com rato...cortam nas bolsas e aumentam as propinas...

Fica aqui o resto da reportagem do Publico:


Em resposta a questões do PÚBLICO, o Ministério da Educação e Ciência esclareceu que os exames diferenciados, a nível de escola, continuarão a ser possíveis para alunos cegos, surdos ou com limitações motoras severas. Mas os alunos do 6.º com limitações cognitivas farão, já este ano, as mesmas prova finais de Língua Portuguesa e Matemática do que os seus colegas. Estas provas realizam-se este ano pela primeira vez e têm um peso de 25% na classificação final da disciplina.

"Como é que estes alunos farão? Vão confrontar-se com o insucesso", alertou uma docente do ensino especial, do Seixal. No seu esclarecimento, o MEC frisa que se pretende que os alunos com limitações cognitivas “sejam preparados, com a aplicação das diferentes medidas educativas estipuladas” no diploma de 2008 que inventaria os apoios especializados a prestar aos alunos com NEE, de modo a poderem realizar as provas finais do 2.º ciclo. Já os alunos na mesma situação que estão agora no 9.º ano poderão “ainda realizar provas a nível de escola no presente ano lectivo”.

Segundo o MEC, os exames finais a nível de escola poderão ser também realizados por alunos cegos, com baixa visão, surdos severos ou com limitações motoras severas. Para este efeito, as escolas terão de pedir autorização ao Júri Nacional de Exames, dependendo a realização destes exames de autorização prévia deste organismo.

As escolas terão também de pedir autorização prévia para garantir que os alunos com NEE tenham condições especiais de realização dos exames, confirmou o MEC. Ou seja, os alunos com necessidades educativas especiais podem usufruir de mais tempo para realizar o exame; se forem cegos podem ouvir a prova num cd ou esta pode ser-lhes lida; se for diabético pode parar a meio do exame para comer; se for surdo pode ter presença de um intérprete de Língua gestual Portuguesa, etc; mas só se a escola justificar ao JNE.

No parlamento, professores e pais deram conta que a confusão se instalou nas escolas sobre os procedimentos a seguir. Uma mãe de uma aluna do 6.º ano com necessidades educativas especiais contou ao PÚBLICO que na semana passada foi chamada à escola da filha para lhe comunicarem que ela terá de fazer a mesma prova final que o ministério elaborará para todos os estudantes daquele ano de escolaridade. A filha está integrada numa turma do ensino regular, mas segue outro programa e tem também testes de avaliação diferentes, Disseram-lhe que tinham sido essas as ordens que receberam do Júri Nacional de Exames (JNE).

Actualmente, há alunos do ensino especial com currículos específicos e que não fazem exames. Esta situação destinada a “alunos com limitações cognitivas severas” mantém-se, indicou o MEC. Ou seja, estes alunos não realizarão as provas ou exames finais. Outros estudantes com necessidades educativas especiais cumprem o currículo nacional, embora com adequações, e realizam exames. No entanto, estes são elaborados pela própria escola, tendo em conta as características do aluno.
Essas adequações deixarão de ser possíveis, a partir do momento em que estes alunos façam o exame nacional, ao lado dos que não têm necessidades educativas especiais.

“É chocante a até desumano”, comenta Manuela pereira, docente do ensino especial, que alerta para o choque emocional que esta alteração poderá provocar nos alunos em causa: “Para muitos já é um sofrimento irem à escola, por não terem as mesmas capacidades do que os colegas. Durante o ano lectivo têm testes diferenciados e agora vão ter de fazer as mesmas provas do que os outros”


Greve & Grave

O dia ficou sem sombra para dúvidas marcado não só pela GREVE mas pelos GRAVES incidentes que aconteceram...foram escabrosas as imagens que marcaram o dia de ontem...

Jornalistas e pessoas em geral agredidas violentamente...por mais falta de civismo que possa ter havido por algumas pessoas exaltadas, a resposta dos agentes não foi nem de perto nem de longe a melhor... carregaram e abusaram na força do poder em todas as direcções quer fossem inocentes ou culpados.

O direito à greve foi sem dúvida marcado pela INTIMIDAÇÃO e FORÇA POLICIAL...esperemos que isto não faça as pessoas se conformarem e deixarem de lutar

Arménio Carlos estreou-se na greve geral como líder da CGTP. Disse estar satisfeito com a adesão "é muito significativa" e promete continuar o combate.

Já quanto à adesão pelos professores essa considero que foi um fracasso, sobretudo devido à data, véspera do final de período com atividades de final de período e avaliações a caminho já na próxima semana...fomos poucos mas bons pois sempre houve uns milhares para marcar a posição da classe docente.

A Greve Geral levou ao encerramento de centenas de estabelecimentos de ensino (desde jardins de infância a escolas dos ensinos básico e secundário) e mesmo em estabelecimentos que não encerraram foram milhares os alunos que ficaram sem aulas.

Num contexto em que são fortíssimas as pressões sobre os professores – ao nível do emprego, da estabilidade, dos salários e da própria carreira – ganha um significado especial a participação de milhares de docentes nesta Greve Geral.

Nunca o descontentamento foi tão grande e nunca os professores tomaram uma consciência tão forte de que as políticas em curso se destinam a destruir muitos dos direitos que construíram ao longo de décadas, atacando a Escola Pública e a Educação, num quadro de violento ataque às funções sociais do Estado e aos serviços que lhe dão expressão. E é neste contexto de grande descontentamento mas, simultaneamente, fortíssima e muito violenta pressão (sendo também de notar um clima marcado por cada vez mais medos) que ganha significado especial esta Greve Geral e a participação nela dos trabalhadores, designadamente dos professores.
 




terça-feira, 20 de março de 2012

O princípio do fim...


O descontentamento tem sido geral com este MEC...

Os pais são contra medidas, os professores contra são...e os personagens principais do ensino contra estarão estando  assim toda a comunidade escolar em peso contra as medidas do MEC...


Desta vez são os alunos que se revoltam contra as propinas a falta de apoios e ajudas em tempos em de crise em que o desemprego dispara, suportar os custos na educação é insustentável...famílias desesperam e o governo manda-nos emigrar como se no resto do mundo nos outros países a população de lá não vivesse dramas iguais...
Perto de 200 alunos em protesto rumo à Assembleia da República

Entre 150 a 200 estudantes do Ensino Superior estão a descer a Rua de São Bento, em Lisboa, rumo à Assembleia da República, exigindo mais acção social escolar e condenando o fim da comparticipação do passe sub-23. A concentração está a ser acompanhada por um forte dispositivo policial, nomeadamente oito carrinhas das forças de intervenção especial da PSP além de outros agentes que seguem a pé.
Os estudantes gritam slogans contra as propinas.

Junto à Assembleia da República será lida uma moção, segundo Paulo Antunes, da Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que organizou o protesto com outras estruturas.

Os estudantes tinham direito a um desconto de 50%, que era suportado pelo Estado, passando este ano a 25% e a partir de Junho só os alunos de famílias mais carenciadas terão direito a uma comparticipação do passe social.

O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) anunciou, na semana passada, uma recomendação às instituições para que passem a cobrar a propina máxima no próximo ano lectivo, com vista à criação de um fundo social.

Estatuto do Aluno

Novo Estatuto do Aluno recupera medida

Alunos vão voltar a ser castigados com a proibição de frequentarem aulas

"O novo Estatuto do Aluno, que está a ser preparado pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC), prevê que os estudantes possam ser proibidos de frequentar as aulas até ao final do ano lectivo. A medida é antecipada no novo regime de gestão e autonomia das escolas, que foi negociado com os sindicatos dos professores. O MEC pretende que ambos os diplomas estejam já em vigor no próximo ano lectivo."

Segundo o Público o Novo estatuto do aluno está para ser divulgado..entretanto nesta notícia foram publicados alguns avanços do que poderá ressurgir no documento final a ser apresentado pelo MEC.

                       

Mas que grande lata!

Após um fim-de-semana dedicado e em família com o dia do pai incluido...cá estamos de volta...

Sócrates exigiu "500 mil contos", diz testemunha


Com todas as letras, Augusto Ferreira do Amaral apontou em tribunal o nome de José Sócrates como sendo o destinatário de "500 mil contos" que o então ministro do Ambiente exigiu para licenciar o Freeport.

De acordo com este advogado e antigo ministro do governo AD, Manuel Pedro, arguido neste processo e de quem é amigo há mais de 30 anos, deu-lhe conhecimento dessa exigência numa conversa em que estava "escandalizado" com o destinatário do pagamento das "luvas".
"Em 2002, talvez em janeiro, conta-me que tinha havido exigências de entrega de uma quantia", relatou Augusto Ferreira do Amaral, que reproduziu a conversa que manteve então com Manuel Pedro, hoje no tribunal do Barreiro. "Ele estava escandalizado com isso porque era uma quantia muito grande, ainda por cima para o destinatário que era."
Questionado pelo procurador sobre a quantia, o advogado precisou que eram "500 mil contos". E sobre o destinatário contou que ele próprio perguntou a Manuel Pedro quem estava a exigir tal coisa. "O diretor geral do Ambiente? Não. Upa upa [assim respondia o arguido perante as hipóteses colocadas para dizer que era alguém acima]. O chefe de gabinete? Upa upa. O secretário de Estado? Upa upa. José Sócrates? Foi ele que me disse escandalizado."
Ferreira do Amaral admitiu "que não quis pensar na altura que um ministro do meu país recebesse ou pedisse luvas para dar essa licença". E ilibou Manuel Pedro: "Ele foi mais agente, não há corrupção feita ou agenciada, há uma exigência das autoridades" para autorizar o licenciamento.
"A exigência veio de alguém que era porta-voz de Sócrates", explicou-se ainda sobre a conversa mantida com Manuel Pedro. "Não disse quem transmitiu", mas quem o fez chamou a atenção "para o fazer a tempo do [fim do mandato] do Governo". O pagamento devia ser feito para uma conta indicada, resumiu.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Reitores querem subida nas propinas para apoiar alunos


O Conselho de Reitores propõe às universidades que cobrem mais de 30 euros por ano para criar fundo de apoio a alunos carenciados. A recomendação deverá ser acatada pela maioria das universidades. Sim, leram bem...aumento de propinas...aquando da nossa realidade em que sabemos bem as dificuldades dos alunos em pagar as propinas actualmente, em que alunos desistem de estudar por carência económica, em que baixar as propinas tem sido o desejo de muitos para seguirem com as suas aspirações...eis que resolvem aumentar as propinas...para um fundo que não se sabe se será bem assim...

Se as propinas já são tão elevadas que raio fazem ao dinheiro? Pois eu desde que as frequento muito sinceramente não vejo grande aplicabilidade do dinheiro e um aluno paga milhares imaginam milhares de alunos a pagar o mesmo...não me parece a solução mais viável...se dissessem que iriam retirar 30 euros do valor da propina para o fundo e não aumentar seria mais dignificante.
As propinas aumentam 30 euros para financiar fundo de apoio a estudantes em dificuldades.
O Conselho de Reitores aprovou ontem uma recomendação para ser adotada no próximo ano letivo. Alguns reitores contactados admitem acolher proposta, mas a decisão é dos conselhos gerais das universidades, revela o Público.