terça-feira, 6 de março de 2012

Ministro das Finanças controla contratação a prazo de professores

O documento, esta segunda-feira em negociação com os sindicatos de professores para um novo regulamento de concursos, prevê ainda que o procedimento para a mobilidade interna seja aberto anualmente pela Direcção Geral da Administração Escolar, o que agrada à Federação Nacional da Educação (FNE), uma vez que os docentes não têm de esperar pelo concurso externo para aproximação à residência, caso não tenham condições para a requerer ao abrigo do destacamento por condições especiais.
A FNE continua, no entanto, a insistir que não é com concursos de quatro em quatro anos que se alcança a estabilidade na escola, como vaticinou o anterior Governo, mas com vínculos laborais de pessoas que são "permanentemente necessárias ao sistema", frisou à agência Lusa o secretário-geral da estrutura, João Dias da Silva.
"O que faz com que haja todos os anos uma grande necessidade de docentes a contrato é o facto de os quadros estarem sub-dimensionados", afirmou Dias da Silva depois da reunião com a equipa do secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida.
Sublinhou, porém, que houve "aproximações" entre as partes naquilo que propõem para o novo diploma, nomeadamente o facto de os professores já não terem de concorrer em três distritos, como estava no texto anterior.
De acordo com Dias da Silva, o Governo reduziu para dois os códigos de zona pedagógica a que um docente tem de concorrer.
O dirigente da FNE acrescentou que haverá nova reunião sobre este tema na terça-feira de manhã, considerando que houve já "uma evolução muito positiva", em relação aos "procedimentos do passado".
Em cima da mesa está um novo regulamento de recrutamento de docentes, que para o Governo tem como grande vantagem agilizar a colocação de professores na escola sempre seja necessário, incluindo as substituições por baixa ou doença, que passam a ser asseguradas por colegas com horário incompleto.

Negociações em curso...

A reúnião com o MEC para discutir a 2ª proposta do regime de concursos era para ser amanhã (dia 6) mas foi adiantada para a noite de hoje, segundo informações divulgadas pela FNE:

«A reunião entre a FNE e o MEC agendada para amanhã, dia 6 de Março, foi antecipada para esta noite e vai realizar-se a partir das 20h30, no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa.
Uma chamada de última hora para finalizar as negociações do novo regulamento de recrutamento de docentes. Em discussão estão as novas regras dos concursos de professores (um assunto que vamos actualizar brevemente).»

Até ver não se sabe quais os resultados...teremos que esperar para ver no que dá...

segunda-feira, 5 de março de 2012

A resposta de Marcelo

Pela  segunda vez o desafio de colocar perguntas ao Marcelo Rebelo de Sousa relativas a estaproposta lançada pelo MEC do regime de concursos funcionou...

Desta vez o Marcelo fez os trabalhos de casa e como viu que todas as semanas será bombardeado com questões dos professores, já pesquisou e se informou para nos esclarecer algumas dúvidas...

A questão desta semana era:

«Sobre a nova proposta de regulamentação do concurso de professores coloco a seguinte questão:
Concorda com a alteração dos intervalos de horários para a manifestação de preferências (atualmente são: 22h; 18-21h; 12-17h; 8-11h) para dois únicos intervalos: 22h e entre as 6h e as 21h, conjugado com a obrigação de todos os opositores ao concurso concorrerem a 3 QZP (Quadros de Zona Pedagógica) ?
Ou seja, um professor ou se limita a concorrer a horários completos e assim habilita-se a ficar no desemprego todo o ano, ou corre o risco de ser colocado num horário em que o intervalo de horário pode ir das 21h (cerca de 1000 euros/mês) às 6h (cerca de 300 euros/mês) a 100, 200 ou 300 km de casa!»

Desta vez a sua resposta teve alguns pontos interessantes e até, diria eu curiosos...
Fica aqui o vídeo para quem não teve a oportunidade de ver...

sábado, 3 de março de 2012

Nova versão do regime de concursos

Decorrida uma semana em que os sindicatos se manifestaram e tiveram reuniões com o MEC para discutir o novo regime de concursos eis que hoje o MEC reenvia uma nova proposta com algumas alterações.
Fica aqui a proposta atualizada para consulta.

Como ainda não consegui ler o documento na integra...deixo aqui as principais alterações detetadas pelo  colega Arlindo do Blog Dear Lindo:

Principais alterações:

Reserva de Recrutamento até 31 de Dezembro
Llimite mínimo de 2 QZP para os QZP e Contratados (alterado de 3 para 2)
Intervalos de horários: Completo; 15-21 e 8-14
1ª prioridade ao concurso externo: 2 Horários anuais nos últimos 6 com o mínimo de 12 horas
O Particular com contrato de associação entra na 1ª prioridade se tiver concorrido à contratação inicial (boa solução já que quem fica colocado e não aceitar a colocação tem penalização)
O peso de 50% da graduação é condição essencial para os 5 primeiros passarem à fase da entrevista ou avaliação curricular (curioso, fui eu que sugeri isso. Embora a minha sugestão seja que a entrevista só possa ser feita a pedido do candidato)
Nota final: ver anexo (Docente vs Formador)


Entretanto parece que novas questões se levantam relativamente ainda aos colegas do privado e a 1ª prioridade...se bem que para mim é bem claro que em ano supostamente de vinculações...esta medida quer apenas beneficiar os amigos...e acredito que por mais alterações que surjam desta proposta vai haver e suscitar sempre controvérsia quanto a este ponto.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Discussão aberta ao novo regime de concurso...

As reúniões seguem-se e os intervenientes vão-se pronunciando...

A FNE garante que "O MEC comprometeu-se a alterar o documento inicial, integrando agora no novo articulado alguns dos contributos da FNE. Até ao final desta semana será conhecido o novo documento, estando a próxima reunião agendada para o dia 5 de março."

A FENPROF pronuncia-se publicamente sobre o projeto do MEC
"O MEC apresentou um projeto de diploma legal sobre concursos que é extremamente gravoso. Nele está bem presente o futuro que o MEC tem para oferecer aos milhares de docentes contratados (o desemprego) e a milhares de docentes dos quadros que poderão ficar com horário-zero, já em setembro. Neste caso, é a mobilidade forçada em áreas geográficas de grande dimensão. Estas são apenas duas das consequências mais negativas que a FENPROF identifica no projeto do MEC."
Este projeto está a causar grande perturbação nas escolas, sendo um dos motivos mais fortes de uma indignação que é cada vez mais visível. É neste quadro que a FENPROF marca uma

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA / SEXTA, 2 DE MARÇO – 11H00...já falta pouco!

Entretanto na minha leitura entre a blogesfera, foi lendo outros testemunhos, opiniões e discussões sobre esta proposta e quero partilhar aqui um texto "delicioso"...é daquelas leituras que vale a pena sim senhor...

Opinião de Miguel Reis: "Isto há lá coisas..."

"O governo quer obrigar os professores a candidatarem-se a horários de 6 horas (com salários de cerca de 300 euros mensais) a 300km de distância da sua residência. Se recusarem a colocação, ficam impedidos de se candidatar durante um ano. Despedimento voluntário obrigatório? " (ler na integra)

Número de licenciados a emigrar aumentou 49,5%

«O número de licenciados desempregados que anulou a inscrição nos centros de emprego para emigrar subiu 49,5 por cento entre 2009 e 2011, de acordo com os registos do Instituto de Emprego e Formação Profissional. » (ler notícia)

Infelizmente, mais que a vontade de ficar na nossa Terra no nosso Lar a necessidade subsistiu...pelo acreditar no nosso profissionalismo e na sustentabilidade da nossa família…os corajosos partiram…

Afinal como se escreve?!

«A Associação de Professores de Português (APP) "lamenta" as declarações do secretário de Estado da Cultura sobre possíveis alterações ao Acordo Ortográfico (AO), e considera que se anda "a brincar" com o Ensino.
A responsável recordou que "saiu uma portaria do Ministério da Educação, segundo a qual os professores são obrigados a aplicar o novo Acordo Ortográfico a partir do ano lectivo 2011/12, a decorrer".
"E agora com que cara vão dizer aos alunos que cada um escreve como entende", questionou a docente. "Andam a brincar com o ensino, com os professores, com os alunos, com os pais, com toda uma comunidade", disse.
Para a presidente da APP as declarações de Francisco José Viegas "destoam da contenção orçamental que nos é exigida", referindo os gastos já feitos com "os manuais escritos já impressos segundo as novas regras" e os que implica a reformulação das regras.
Edviges Ferreira disse ainda que "as declarações do secretário de Estado são muito contraproducentes do ponto de vista pedagógico"
O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, afirmou na terça-feira a uma estação televisiva seria "possível efectuar ajustamentos em alguns casos, relacionados com as palavras de dupla grafia e as sequências consonânticas".
"Temos essa possibilidade e eu acho que vamos usá-la. Temos de aperfeiçoar aquilo que há para aperfeiçoar", disse o governante no programa televisivo, admitindo que não gostava de algumas regras.»
Na verdade, enquanto professor confesso que há regras que nem eu consigo dar o exemplo aos meus alunos de tão disparatadas que são...não consigo concordar com a pessoa que inventou determinadas regras para este acordo ortográfico aliás, sendo simpático, algumas são uma ideia muito infeliz, foi um daqueles momentos que podia ter explorado num sitio que eu cá sei...Não entendo a indignação da presidente da APP. O ensino tem de ser compreendido e apreendido sejamos sinceros que há regras cuja lógica da coisa só nos apraz dizer aos alunos "olha faz assim porque é assim e pronto".
A Língua Portuguesa desde sempre que foi uma língua a nível gramatical complexo e diria mesmo completo... as suas bases estão no latim e muitas regras gramaticais têm a sua lógica e compreensão justamente pela história e significado na sua construção.
Quando este acordo apareceu, achei um perfeito disparate, pois a meu ver só existe para simplificar quem não quer compreender a gramática da nossa língua e então simplifica-se a coisa como se escreve normalmente quando se dá erros...sim eu sinto que quando escrevo com este acordo estou a escrever com erros.
Desta vez tenho que concordar que se há a possibilidade de rever o novo acordo e aperfeiçoá-lo eliminando algumas regras que não fazem sentido nenhum, acho bem…quanto ao dinheiro dispendido na manufaturação dos novos manuais, não me parece que as editoras se importem com isso eles querem é motivos para vender…quanto à senhora da APP ter ficado aborrecida…neste país de um dia para outro não há nada que não mude constantemente, veja-se a Avaliação de Professores e o mais recente a proposta para o novo regime de concurso…é só mais uma mudançazinha.. não será uma finalidade dos Professores de Português ensinar correctamente? Hoje ainda é o dia que utilizo a gramática dos meus pais para ensinar …as gramáticas antigas é que são boas não foram regidas pela lei do facilitismo e das meias explicações simplex…está lá os porquês a história da evolução da nossa língua…não fazia mal nenhum aos professores e à população geral estudar pelos manuais do antigamente…antigamente os livros escolares ensinavam os de hoje já trazem a pergunta e a resposta escrita com espaço para a última palavra da frase de resposta ser escrita pelos alunos. Enfim é o ensino que temos para o futuro…!

«O impossível acordo

Na discussão do Acordo Ortográfico, além dos termos de uma estéril querela que se fica por questões de princípio, é possível perceber que por mais críticas que tenha suscitado, por mais que tenha sido desautorizado cientificamente, ele resistiu pela sua condição de projeto político.»

Uma crónica de António Guerreiro aprazível de ler...(aqui)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Finalmente a FENPROF manifeta-se

As reuniões com os sindicatos e o MEC sobre a proposta do novo regime de concurso já a começaram e era com alguma expectativas que aguardávamos ver qual seria a posição da FENPROF, até porque muitos sindicatos o fizeram prontamente...Fica aqui a posição da FENPROF...Finalmente!
 
 

Fenprof contra exigência de candidatura a três distritos

«A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) considerou hoje "absurdo" que um professor que queira mudar de escola tenha que se candidatar a três distritos, como afirma que o Governo propõe no novo regulamento de recrutamento. » DN

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

DGE DISPONIBILIZA FORMAÇÕES NA ÁREA DO ENSINO ESPECIAL

DGE DISPONIBILIZA FORMAÇÕES NA ÁREA DO ENSINO ESPECIAL

Abrem hoje as inscrições para uma série de ações de formação na área do Ensino Especial.
Estas formações são organizadas pela Direção Geral da Educação e acreditadas pelo Conselho Científico-Pedagógico de Formação Contínua de Professores, e têm como objetivo colmatar algumas deficiências identificadas no leque de ofertas existente.
As ações terão início em abril e decorrerão ao longo do ano de 2012, num total de 400 horas.
As ações abordam as seguintes áreas:
  • Formação em Braille e Orientação e Mobilidade
  • Língua Gestual Portuguesa
  • Português Língua Segunda para alunos Surdos
  • As necessidades educativas especiais e as TIC
  • O processo de avaliação e de intervenção em IPI
Mais informações estão disponíveis no site http://www.dgidc.min-edu.pt/index.php?s=noticias&noticia=282.
As inscrições decorrem de 24 de fevereiro e 16 de março.

A resposta...

Muitos de nós seguiu o apelo de alguns Blog's e enviou ao Prof. Marcelo uma questão relativa à mudança das condições da 1ª prioridade na proposta ao novo regime de concursos.

Eis aqui o vídeo para registar esse momento:




Mal se saiba a próxima iniciativa cá estaremos para divulgá-la. Contudo acho que a resposta do Marcelo ficou um pouco aquém das expetativas...pelo menos nós esperava uma opinião mais efusiva...contudo acho que a questão e sobretudo o assunto em questão não foi totalmente percebido pelo Marcelo...e a sua pesquisa informativa antes de responder também foi muito vaga...
Embora não tenha publicado um parecer formal a FENPROF expos aluns pontos que terá em consideração hoje na reúnião com o MEC para discutir o novo regime de concursos de docentes.

Já na FNE editou no seu site a adesão à Jornada Europeia de Ação Sindical a realizar-se no dia 29 de Fevereiro.

«Para a FNE, é muito claro que a educação, a economia e a democracia são interdependentes e são elementos indispensáveis para a obtenção de uma sociedade implicada no bem-estar, na qualidade e na equidade para todos e com todos.» (para mais pormenores ler aqui o artigo)