terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Contra a emigração

Comissário europeu mostra-se muito preocupado com emigração de jovens europeus.

Pelo menos alguém com lucidez...!
   

Poupar sinónimo de CORTES! Mais CORTES

Governo deve poupar 380 milhões na Educação

"A redução de custos na Educação, com o objectivo de poupar 380 milhões de euros, racionalizando a rede escolar e criando agrupamentos, diminuindo ao mesmo tempo as necessidades de pessoal, estão nas metas do memorando revisto da troika. Na primeira revisão, este valor era de 195 milhões de euros." (in Correio da Manhã).

O documento aponta para:
  • uma redução e racionalização das transferências para as escolas privadas
  • continuar a combater a baixa escolaridade e o abandono escolar precoce, melhorando a qualidade do ensino secundário, a via vocacional e a formação, com vista a aumentar a eficiência no sector, a qualidade do capital humano e a entrada no mercado de trabalho
Ora como é possivel exigir as duas medidas realçadas no paragrafo anterior se de 195 milhões a Troika vem agora dizer que objectivo deve ser alcançar um corte de 380 milhões, praticamente estão a pedir cerca do dobro do que inicialmente estava previsto.
Com a implicação de uma redução da rede escolar e no corte do pessoal, como é que o ensino se vai tornar melhor e eficiente?
É o mesmo que fazer omeletas sem ovos...que os cortes são para ser feitos e vão acontecer mediantes o desenrolar da novela a que se vem assistindo, todos sabemos com o que podemos contar, mais cortes, mais reduções em tudo...escusado seria meter a palha bonita de um sistema funcional com menos custos utópico, só para tornar os memorandos mais afloriados.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Análise...

Ontem Paços Coelho sugeriu que os professores emigrassem para países lusófonos, realçando as necessidades do Brasil.
Têm vindo a surgir algumas noticias, ainda que silenciosas, por exemplo:
- O instituto Camões que anunciou que iria reduzir os postos de trabalho de professores de português da rede no estrangeiro, sobretudo França, Suíça e Espanha;
- Hoje, o embaixador de Portugal em França que veio afirmar que existem cortes na rede de docentes de português no estrangeiro, e alertou ainda para os impactos dessa medida;
Ora é um pouco contraditório mandar-nos fazer as malas e ir de encontro ao inesperado, fazendo-nos crer que vamos conseguir emprego no estrangeiro, quando para que isso aconteça:
- é indispensável que existam protocolos e/ou regulamentação que nos permita leccionar em regimes educativos diferentes do nosso, como estrangeiros que somos, e com habilitações regulamentadas pelo nosso país e não o país em questão a que concorremos;
- e tem vindo a surgir fugas de que, aquando dos protocolos que existem, os mesmos está a haver cortes nas possibilidades e no número de hipóteses para aceder a esses postos;
- já para não falar que o acesso à docência noutros países se deve ao facto de nesses países existirem emigrantes/comunidades portuguesas e ser permitido leccionar a língua portuguesa aos mesmos;
- é, ainda, uma opção para os professores do português, então e os professores com habilitação nas outras áreas?
Mais uma vez os professores usados como bolas de ping-pong com tantas incongruências medonhas…aguardemos pelos próximos desenvolvimentos.

Um à parte!

Marinho Pinto: Ordem «jamais aconselhará advogados a emigrarem»

O bastonário da Ordem dos Advogados defende que apresentar a emigração como alternativa aos licenciados portugueses revela falta de sentido de Estado e patriotismo. (in Lusa).
 
Politiquices à parte…Marinho Pinto à muito que se vem destacando pelos comentários que “dispara” sem papas na língua tal qual como já o catedrático do género, Alberto João Jardim o faz…Fica aqui um dos seus comentários directamente a dar resposta à intervenção infeliz do primeiro ministro ontem relativamente ao número de professores excedentários.

Música de Natal!

Como está próximo o Natal ei aqui uma música para descontrair de Natal...

QUANDO CHEGA O NATAL

Diz-me lá porque é que tu só te lembras de mim quando chega o Natal
Porque é que só nesta quadra é que tu reparas se eu estou bem ou mal
Diz-me lá onde é que páras o resto do ano
Eu preciso mais de ti do que te vais lembrando

Diz-me lá porque é que tu não me envias postais durante o ano inteiro
Diz-me lá porque razão é que não me dás prendas sem ter um pretexto
Diz-me lá o que te move uma vez por ano
Eu preciso mais de ti do que te vais lembrando

Diz-me lá que gratidão é que esperas de mim apenas por um dia
Eu que espero o ano inteiro e que tanto anseio a tua companhia
Hoje reformulo os votos e o meu desejo:
Eu preciso mais de ti do que te vais lembrando

Um Feliz Natal, não hoje, mas o ano inteiro!!
 

Versão actualizada do ECD

O MEC publicou a última versão do Estatuto de carreira Docente, fica aqui para consulta.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Professores Desempregados EMIGREM!

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sugere que os professores desempregados emigrem para países lusófonos, realçando as necessidades do Brasil.

Questionado sobre se aconselharia os “professores excedentários que temos” a “abandonarem a sua zona de conforto e a “procurarem emprego noutro sítio”, Passos Coelho respondeu: “Em Angola e não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário”, disse durante uma entrevista com o Correio da Manhã, que foi publicada hoje.

Pedro Passos Coelho deu esta resposta depois de ter referido as capacidades de Angola para absorver mão-de-obra portuguesa em sectores com “tudo o que tem a ver com tecnologias de informação e do conhecimento, e ainda em áreas muito relacionadas com a saúde, com a educação, com a área ambiental, com comunicações”.

“Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm, nesta altura, ocupação. E o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos”, disse ainda o primeiro-ministro.

“Estamos com uma demografia decrescente, como todos sabem, e portanto nos próximos anos haverá muita gente em Portugal que, das duas uma: ou consegue nessa área fazer formação e estar disponível para outras áreas ou, querendo manter-se sobretudo como professores, podem olhar para todo o mercado da língua portuguesa e encontrar aí uma alternativa”, explicou.

Portugal é um dos países da Europa com menores níveis de escolarização da população, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano de 2011, publicado no mês passado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Enquanto em Portugal a escolarização média da população com mais de 25 anos era de 7,7 anos, na Grécia e em Itália era de 10,1 anos, em Espanha de 10,4. Na Alemanha era de 12,2 e nos EUA de 12,4.

Para as crianças que entram agora na escola, esta diferença é bastante menor: o número de anos de escolaridade esperados era de 15,9, no caso de durante a vida da criança se mantiverem as taxas de escolarização actuais, o que pode estar em causa dada a dimensão da crise. Em Espanha era de 16,6 anos, na Irlanda de 18 e na Alemanha de 15,9.

Comentário:
Lamentável e infeliz o comentário do Primeiro Ministro…depois de todas as medidas economicistas que conduziram os professores á precariedade, eis que o nosso primeiro ministro manda-nos ir dar uma volta ao mundo para ter emprego o que reflecte a sua boa vontade em se estar marimbando para nós.
Sua Exm. Ignorancia saberá que:
-sabe que a profissão é, em todos os Estados, uma profissão regulamentada?
-Este, licenciado em Economia pela Universidade Lusíada, não sabe que, em todos os países, o sistema de ensino assenta em concursos, ou em sistemas de recrutamento com algum grau de complexidade, como por exemplo, exames de acesso, certificações pelos poderes administrativos, etc?
-Não sabe que as crianças portugueses são as que menos vão à escola em toda a Europa?
Sr. Primeiro Ministro aos portugueses o que é de Portugal…onde está o seu sentido patriótico? Tudo o que é estrangeiro leva com subsídios e regalias de protecção e nós, filhos da nação que nos desenrasquemos. Deixamos a nossa casa, a nossa família e o nosso país para poder ter emprego, dinheiro e comida para o nosso dia-a-dia.
Já só falta começar a lançar-nos insecticida como se de alguma praga os professores se tratasse como culpa da incompetência de gestão financeira do país.
Sr. Primeiro ministro emigre você que gente com ideais como os seus não são precisos em Portugal...Siga os mesmos passos que o seu amigo Socrates e mude de país e de nação...Os professores são Portugueses com muito orgulho lamentamos é ter que levar com os anti-patriotas que nos governam...e levam o nosso país para o buraco orçamental. (Prof-Admin)


"Não me admira que da frequente companhia com a chanceler alemã Angela Merkel daqui por uns tempos venha dizer aos professores que em vez de se dirigirem ao Centro de Desemprego, vão para Campos de Concentração..."